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sábado, 21 de julho de 2012

Cool hunter


Cool hunter  - “caçador de tendência”. É um profissional de perfil jovem, na faixa de 20 a 35 anos. Costuma circular pelas ruas, cinemas, shows e exposições das cidades registrando tudo, até (e não principalmente) a roupa que você está usando. São pagos para fazer viagens e ter percepção aguçada. Com rapidez para observar e registrar tudo que interessa, sempre com máquinas fotográficas e notebooks: é assim que eles captam comportamentos, estilos, novos talentos, ídolos emergentes e desejos de consumo – informações bastante preciosas para a indústria da moda e do design.
Os caçadores de tendências surgiram na década de 90 e trabalham para bureaux de estilo, empresas especializadas (como o Stylus.com e a WGSN) ou diretamente para marcas/lojas/grifes. Seu objetivo principal é entender tudo que ocorre no mundo, nos espaços comunicacional e sociocultural e sob os mais diversos aspectos. Porque, acredite, quase tudo pode ser traduzido em tendências.
A partir dos dados capturados pelos cool hunters, as empresas interpretam de que forma tais informações poderão se refletir na moda e no design. Isso representa nada menos do que a possibilidade de diminuir significativamente os riscos dos investimentos na criação dos novos produtos, direcionando-os de acordo com o que foi passado: eis a importância do trabalho deles! As informações, traduzidas e mastigadas, são, claro, vendidas – e não custam barato. Mas quem usa o serviço garante que vale a pena. A tarefa de “caçar”  e captar o que pode virar uma tendência é muito forte no mundo fashion.
                          






Quer ser um caçador de tendências?

A receita para um cool hunter de sucesso é simples: pesquisa, informação (sobretudo a certa) e intuição aguçada. Tem que saber , por exemplo, se um produto será atraente daqui a 5 anos, com base em pesquisas e conhecendo todas as novas tecnologias, manias e padrões de consumo/comportamento que surgirão no mercado. Já existem cursos para quem deseja seguir a profissão. A premissa básica? Estar à frente do seu 




O inicio do século 21, trouxe a modernidade através de constantes mudanças. Esta busca por novidades e inovações originou a necessidade de prever futuras tendências não apenas na moda, mas para todos os outros setores do mercado. No meio desta busca pelo futuro, surge o termo cool-hunting, que nos últimos anos, vem  sendo citado frequentemente por muitos profissionais da moda.
O profissional cool-hunter vem despertando o interesse de uma grande parcela de jovens do mundo inteiro devido ao fácil acesso à informação disponível na internet. Embora muitos não saibam,  atuar como cool-hunting exige um bom preparo, pois este trabalho envolve uma visão completa de diversos setores do mercado, para poder  antecipar as tendências que serão adotadas pelos consumidores.
Para entender melhor sobre esta profissão do momento entrevistamos quatro profissionais da área: Sabina Deweik , coordenadora do curso de Cool-Hunting da Escola São Paulo e diretora no Brasil da empresa pioneira em cool-hunting, Future Concept Lab; Marina Manso, correspondente na América Latina do portal online de tendências Stylesight; Lindsey Alt, editora e pesquisadora de tendências do portal Nova Iorquino Fashion Snoops, e Yvan Rodic, autor do famoso blog Face Hunter.
   


Como surgiu
Apesar da prática de cool-hunting existir há aproximadamente 30 anos, este termo foi criado apenas na década de 90 pelo Future Concept Lab  e ainda é relativamente novo no mercado. Para Sabina Deweik, cool-hunting  é uma nova função encontrada no meio de profissionais de marketing que pesquisa e identifica  as últimas tendências do mercado.
O caçador de tendências, ao contrário do que muitos pensam, não se restringe apenas  à moda. Atualmente, o cool-hunter também trabalha em áreas como gastronomia, publicidade, design, automobilismo, tecnologia, entre outras. Em geral, eles são profissionais espalhados ao redor do mundo que procuram identificar novas manifestações, sejam elas nas ruas, na internet, ou em qualquer outra forma de comportamento que possa gerar um movimento em um grupo relevante de pessoas.
Muitos pesquisadores, no entanto, não gostam de usar o termo cool-hunting, pois não acham que procurar tendências significa procurar o que é ‘cool’. Ás vezes até desconhecem o uso do termo, porque a expressão cool-hunting é muitas vezes associada ao famoso site Coolhunting.com. Sabina explica: “O cool-hunting não busca apenas o ‘cool’ ou o mais inovador, ele na verdade faz um raio x do comportamento cotidiano da sociedade e busca o espirito do tempo atual que vivemos.”



O pesquisador de tendências também não é necessariamente um trend-setter. Ele, na verdade, é um bom observador, antenado, que sabe reconhecer quem são  os trend-setters. Muitas pessoas acham que estes profissionais vão sempre em busca do que as celebridades estão usando ou fazendo. Entretanto, o foco está nas pessoas comuns, até porque muitas celebridades se vestem e se comportam de acordo com as indicações de seus consultores.
Há dois tipos de cool-hunters: o pesquisador de moda que busca tendências que focam as cores, formas e materiais que devem ser usados nas próximas 2 ou 3 estações; e o cool-hunter que se aprofunda mais no comportamento de consumo e no estilo de vida. Muitas vezes, o caçador de tendências de moda também faz a pesquisa comportamental, pois as tendências de moda são reflexos do  desejo do consumidor. Inclusive, muitos dos temas de moda encontrados pelos caçadores de tendências são resultados de movimentos comportamentais.
Mas afinal, o que são tendências e onde os cool-hunters as encontram? A tendência é um movimento que surge em diversos lugares do mundo, se propaga pela população e permanece por um certo período. Geralmente quem a inicia não é necessariamente a mesma pessoa que a espalha. Um produto que entra e sai do mercado rapidamente não é moda e nem tendência, mas sim uma “fad”, palavra em inglês usada para expressar movimentos de curta duração que são esquecidos ou tornam-se cafonas em um piscar de olhos. O que já foi adotado por uma grande parcela da população não é mais tendência, e sim moda.
As pesquisas levam em consideração cores, formas, materiais, comportamento de consumo e estilo de vida.
O produto que é tendência geralmente aparece em uma estação e se reinventa a cada temporada. Isto não acontece apenas na moda, mas este movimento e re-transformação também ocorre no esporte, no cinema, na música, na saúde, e nos negócios. Algo fora do alcance da grande maioria não é tendência, e o cool não é quase nunca o mais caro e sim o mais raro e inovador. As tendências são primeiramente adotadas por pessoas antenadas e conectadas com o mundo. Elas passam para as pessoas que  tem opiniões confiáveis, para depois chegar a grande massa.

O trabalho do cool-hunter
Cada caçador de tendências tem o seu próprio método de pesquisa, mas em geral, eles frequentam os mesmos tipos de lugares e encontram referências semelhantes. No processo de cool-hunting é preciso observar, fotografar e fazer anotações. Por isto, na grande maioria das vezes, os pesquisadores estão sempre com uma câmera fotográfica, um bloco de anotação, ou um smartphone capaz de exercer as duas funções. Existem até aplicativos para celulares que permitem que cool-hunters armazenem e organizem as informações coletadas.
Marina Manso, que pesquisa tendências de moda na América latina, costuma frequentar eventos de moda, feiras, lojas e as ruas. Ela também está sempre online no Twitter para ficar por dentro dos últimos acontecimentos e  saber o que as pessoas estão falando. “A internet é uma ferramenta essencial nas pesquisas, porém não pode ser a única, pois as ruas sempre acabam revelando muito mais detalhes que ainda não foram desvendados”, diz Marina.

 Lindsey Alt também é uma usuária assídua das redes sociais, principalmente do Twitter,  onde ela encontra constantes atualizações do que se passa no mundo. Além da internet, Lindsey gosta de focar sua pesquisa em diversas regiões, por isto está sempre viajando ao redor do mundo: “Eu acredito que as informações mais importantes podem ser encontradas nos lugares mais inesperados. Olhar algo que dita tendências em lugares que ninguém olha é o que faz alguém um bom pesquisador,” diz a pesquisadora.
Já Sabina Deweik ,que  trabalha na parte de pesquisa comportamental, usa um método diferente . Ela costuma  fazer um mapeamento do briefing selecionado usando revistas e informações coletadas na internet. Após a primeira etapa, Sabina sai nas ruas apenas para observar e poder afirmar as hipóteses levantadas, para depois editar o material coletado. Apesar de hoje em dia não trabalhar mais como caçadora de tendências, a empresária explica que quando necessário vai ao campo, até porque, como ela mesma diz: “Uma vez cool-hunter, sempre cool-hunter.”
As pesquisas de tendências feitas para publicações como o Fashion Snoops e o Stylesight focam mais nas tendências de moda e revelam o que deve ser usado nas próximas estações. Por isto, os pesquisadores estão sempre fotografando o produto de perto e pessoas nas ruas. O Face Hunter, Yvan Rodin, faz um trabalho muito semelhante em relação ao estilo das ruas e está sempre captando o estilo das pessoas nas grandes capitais do mundo. Yvan, no entanto, não se considera um caçador de tendências, mas sim de estilo. Ele acredita que seu trabalho influencia pesquisas de tendências de moda, porém a ideia de seu blog é retratar estilos que o agradam. Yvan está sempre nas maiores semanas de moda ao redor do mundo, inclusive do Brasil, buscando inovações que fujam das mesmices. Apesar de dizer que não é um caçador de tendência, o seu trabalho é muito semelhante ao de um cool-hunter, pois ele foge do que é moda e busca por visuais inovadores que ainda podem virar tendência.

Por sua vez, Sabina Deweik afirma que as pesquisas realizadas no Future Concept Lab buscam referencias mais sólidas que vão além dos indicadores da moda. Sua equipe busca por um núcleo específico, utilizando pessoas comuns em seus cotidianos. Mesmo que a pesquisa seja sobre moda, a empresa vai buscar informações em diversos setores do mercado. Entre seus lugares favoritos para conduzir pesquisas de cool-hunting estão museus, restaurantes, shopping centers e até mesmo eventos de rua. Uma vez coletado todo o material, ela identifica as primeiras manifestações de tendências e também analisa os fatos do presente para projetar as repercussões futuras.



Formação
Os caçadores de tendência geralmente vem de diversas formações, pois os cursos de cool-hunting surgiram há menos de 10 anos. Aqueles que trabalham na área de pesquisa de tendências de moda, normalmente são formados em moda ou emfashion merchandising, como Marina Manso e Lindsey Alt. As duas afirmam que entender de moda é importante, porém não é suficiente. Lindsey acrescenta: “Não existe professor que pode treiná-lo para ter olhos que reconhecem tendências. Ou você tem, ou você não tem.”
Muitos cool-hunters também são jornalistas. Escrever bem é importante nesta área, pois é preciso fazer relatórios das pesquisas justificando suas escolhas e destacando os pontos fortes que foram analisados. É o caso de Sabina Deweik, que é formada em jornalismo e mestre em  Comunicação Semiótica e em Fashion Communications. Sabina trabalhou muitos anos como jornalista de moda, mas só descobriu o universo de cool-hunting durante sua temporada em Milão enquanto fazia seu mestrado.  Ela diz que sempre teve um espirito investigativo e que sua curiosidade de saber o que tinha por traz da roupa em termos de forma de expressão e comportamento, fez com que ela se aprofundasse em suas pesquisas.

Outro fator importante na formação dos caçadores de tendências é saber escrever e falar inglês fluente, pois as grandes agências são internacionais. Mesmo as empresas nacionais exigem que o profissional viaje regularmente, portanto, uma segunda língua é sempre bom. Fotografia é uma ferramenta essencial no trabalho de cool-hunting, por isto são indicados cursos básicos de fotografia que ajudam os profissionais a manusear a câmera. Entender de sociologia e antropologia também são pontos positivos, afinal cool-hunting é um trabalho de interpretação da evolução do comportamento do consumidor.
Outras formações comuns entre cool-hunter é publicidade, já que o cool-hunting é uma nova técnica usada no marketing. Independente da formação, o cool hunter precisa ser curioso, ter um espirito investigativo, ser comunicativo e livre de preconceitos.

Onde estudar
Por se tratar de uma profissão nova, ainda existem poucos cursos disponíveis nesta área. No Brasil, o mais recomendado pelos profissionais brasileiros entrevistados é o curso técnico oferecido na Escola São Paulo. O Istituto Europeo di Design (IED), a Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) e o  Senac também oferecem cursos de extensão nesta área. Para alguém que queira se aprofundar mais em comportamento de consumo, a opção pode ser o curso de Antropologia do Consumo de Marketing, oferecido na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). 
Trends Gymnasium
 No exterior, são recomendados cursos no Central Saint Martin em Londres, no Domus Academy  e no Instituto Marangoni em Milão. Para profissionais de outras áreas que pensam em se tornar caçadores de tendências no futuro, a opção pode ser o curso a distância “Trends Gymnasium”, oferecido pelo Future Concept Lab.
Ainda sim, é recomendado um bom estágio durante qualquer tipo de curso, pois o grande aprendizado vem sempre da prática.

Oportunidades no mercado
 Na maioria das vezes, os cool-hunters iniciam sua carreira como freelancer para agências. Hoje em dia, a internet permite com que pesquisadores trabalhem à distância para muitas empresas do mundo inteiro. Portanto, o cool-hunter pode morar em São Paulo ou no Rio de Janeiro e produzir material para uma empresa sediada em Paris. Isto aumenta a quantidade de empregos oferecidos nesta indústria. No mundo da moda, o cool-hunter pode atuar como pesquisador e como editor para as agências que geram conteúdo online, como consultor de tendências para marcas de moda, ou até mesmo como jornalista escrevendo suas visões para publicações. Ele também pode trabalhar com marketing e desenvolver estratégias na comunicação da marca, ou ainda com design, para implementar e encontrar inovações para o produto.

Empresas
Há diversas empresas que geram conteúdo de tendências e, entre as mais conhecidas com foco em moda estão o WGSN, o Stylesight, o Fashion Snoops e o Trendstop. Outra empresa relevante, mas que gera um excelente conteúdo sobre arquitetura e design além de moda, é o site britânico Stylus. Todas oferecem material somente para assinantes. Estas empresas em geral trabalham com editores em sua sede, e tem pesquisadores espalhados pelo mundo inteiro.  Eles também oferecem consultoria para os clientes que desejarem. Atualmente só o WGSN e o Stylesight tem escritório no Brasil, sendo que o WGSN trabalha em parceria com a empresa Mindset, que dá consultoria para empresas não só de moda.
Stylesight
Outras opção para trabalhar no Brasil é a agência Box 1824, que é especializada em pesquisa e mapeamento de tendências de consumo no mundo. Seu foco, não entanto, não se restringe a moda. A Box 1824 possui clientes desde Unilever e Itaú até Nike e C&A.
cool-hunter também pode atuar como pesquisador no Brasil para outras empresas internacionais já que todas estas empresas contratam pesquisadores do mundo inteiro. O Trend-watching e o Trend Hunter, por exemplo, são duas empresas que geram conteúdo de tendência online tanto público, quanto por assinatura.  As duas focam em diversos tópicos e oferecem oportunidades para os pesquisadores candidatarem-se para ser trend-spotters (caçadores de tendências) oficiais do site.
Já o pioneiro em cool-hunting, Future Concept Lab, que não oferece conteúdo online e trabalha apenas com consultoria tem apenas um cool-hunter por cidade.  O Brasil é o único lugar além da Itália com um escritório da empresa.
 As oportunidades de trabalho como cool-hunting  vem crescendo, cada vez mais, no Brasil e dando novas ideias para profissionais que atuam no país. A pesquisa vem se tornando algo essencial para o desenvolvimento de produtos e estratégias e, por isto empresas agora buscam por profissionais mais especializados. A profissão cool-hunting, porém, continua sendo um tanto desconhecida ou não compreendida por alguns profissionais. Ser caçador de tendências não é apenas ser moderninho, ter um blog legal e fotografar coisas diferentes. Cool-hunting é descrever o que foi observado ao seu redor e entender a razão destas inclinações e mudanças para desvendar as tendências futuras. Esta é sem dúvida mais uma das novas profissões que aparece em nosso século e se populariza por causa da revolução tecnológica. Mas vale lembrar que para ser cool-hunter é preciso bastante preparo e conhecimento, pois qualquer resultado vem de uma pesquisa feita de materiais sólidos e não apenas de deduções.

Por Anelisa Lima.

Fonte: Fashion Snoops e Cool Hunters




sábado, 23 de junho de 2012

SPFW - Verão 2012/13



Ronaldo Fraga   





A coleção “Turista Aprendiz na Terra do Grão Pará”, criada exclusivamente para o SPFW, é fruto de construção conjunta entre a Cooperativa de Tucumã e o estilista mineiro Ronaldo Fraga, nome consagrado nas passarelas nacionais e internacionais, cujo trabalho é reconhecido pela ligação com questões sociais.
A convite da Fundação Vale, Ronaldo Fraga promoveu, durante quatro meses, Workshops de aprimoramento de design e gestão com as artesãs paraenses. Além de novas técnicas , o trabalho conjunto deu uma nova perspectiva às cooperadas, valorizando ainda mais seu trabalho e sua arte.
As biojoias desta coleção exclusiva podem ser encontradas em points de moda que comercializam a marca Ronaldo Fraga.
“A minha primeira viagem, imaginária, ao mágico universo das terras e povos do norte do Brasil, foi através das obras literárias ‘Macunaína’ e ‘ Turista Aprendiz’, de Mario de Andrade. Estabeleceu-se em mim, a partir daí, fascínio e desejopor tudo que dissesse respeito aos estados amazônicos, principalmente o estado do Pará.
No ano passado fiz minha primeira viagem a Belém, a convite da Secretária de Cultura do Estado, e ao sudeste paraense, a convite da Fundação Vale. O Pará se revelou em mim como a terra do superlativo, onde ao procurar o feio e belo encontramos o tenebroso e o maravilhoso. No Pará, gente, bicho, árvores, gastronomia e música se mimetizam em uma só imagem. Lá , um termino onde começa o outro. O estado tem o oxigênio que o mundo precisa. E não me refiro o unicamente ao provido da floresta Amazônica, mas ao oxigênio emanado por cultura tão diversa, única e mágica.
Nenhuma outra cultura do Brasil tem o poder de jogar por terra nossos conceitos e pré- conceitos estéticos –musicais e degustativos como a cultura paraense. No Pará, nada é o que nos parece à primeira vista. De um minuto para o outro, uma ópera pode se transformar em Tecnobrega, uma mulher em uma linda castanheira e pepitas de ouro em sementes da mata.
Foi um programa social da Fundação Vale de incentivo ao empreendedorismo e desenvolvimento local que me levou à cidade de Tucumã, no sudeste do estado, junto com minha equipe. Essa viagem, desta vez bem real mas menos mágica, me deu olhos para ler e entender essa cultura multifacetada e marchetada em madeiras de lei. Mulheres artesãs, sementes preciosas e a parceria com essa iniciativa potencialmente tão rica foram o ponto de partida para esta coleção”.
                                                                                                                        Ronaldo Fraga

Cores: sobretons de verde, madeira, vermelhos e laranjas e muitos falsos brancos.
Formas: Alfaiataria dos anos 20, inspirada no guarda-roupa de Mario de Andrande.
Tecidos: Seda, linho, algodão, e organza.
Destaque para os ombros e fora e decotes-nadador, uma preciosidade na coleção de Ronaldo.



























   Abraço emocionante que tive com Ronaldo Fraga no Backstage "amo D+ ele"
   Não contive as lagrimas foi emocionante *.*






André Lima   



André Lima mostrou no início da tarde de um sábado de sol uma coleção diurna, acesa, muito mais fácil do que as elaboradas arquiteturas com que se firmou um dos nomes mais fortes da moda festa no Brasil. Com menos tecido (mas não menos riqueza), ele encurtou os vestidos, aproximou-os do corpo, suavizou os babados e as pontas.

A alfaiataria tem destaque neste vocabulário maximalista de André Lima. Veio com força nos terninhos, confirmando o recurso da calça como agente renovador deste segmento, em especial quando usados com um bustiê por baixo, ventilando o look de noite e de eventos formais. Deu certo também o tubinho de chevron, num exercício de simplicidade e busca pelo essencial.

Os blazers recortados têm movimento, as calças de cintura alta imprimem o poder desta mulher que veste sua marca e a estamparia sempre dá energia a suas criações. Lindos os cintos de elefantes e os brincos de leque que finalizavam os looks.
















                              Encontro com André Lima no Backstage  "Ameii D+"







Lino Villaventura   






Lino Villaventura  apresentou uma coleção performática as coreografias das modelos se contorcendo em prazer teve seu ponto máximo na performance do desfile. Um desfile emocionante com o tema ‘Vida’, modelos mascaradas em vestidos sensuais.  Desfile veio cheio de recortes e áreas vazadas em formas geométricas, a sensualidade, que já estava presente, atingiu seu auge. Longos bordados, franjas cheias de swing, saiotes com tule e decotes para lá de reveladores tomaram conta da sala de desfile. Tafetá, organza e linho foram alguns dos tecidos que, em tons de dourado, roxo, vermelho, preto e prata, adornaram os looks da passarela.




































Samuel Cirnansck 


Sumuel Cirnansk – Primavera verão  2012/13
Um certo um olhar.
Um olhar que mira a natureza e a traduz quase que de forma mito lógica
ninfas
Bucolismo em bordados art naveau
Ninfas de brilhovelado e a inocência corrompida
Ilusão e realidade.

A materialização do olhar de Samuel  Cirnansck se dá ao contar uma história feita de ninfas que usam ricos elementos  da natureza e pairam entre abalones, perolas  de água doce, madrepérolas, corais, criando formas inusitadas. Sejam essas formas jóias, sapados ou até clutches. As vestes acompanham o movimento destes espíritos naturais femininos e são tecidas  em  pura seda, seus contornos sinuosos, art noveau. Estes, bordam rendas e lules, todos eles fluidos, leves porém nada simples. São jóias para vestir.
Pérolas irregulares, bordadas manual e individualmente, é o ponto focal das criações.
Estas mulheres desfilam em vestidos luxuosos, longos ou curtos, que muitas vezes revelam sua lingerie. Todos carregam bordados minuciosos de combinações de pérolas, cristais, corais e madrepérolas.
Divindades que são, elas ainda trazem para suas peças flores delicadas e bordados de heras, nos tecidos mais preciosismo: tule, musseline e palha de seda.
Jóias : Gharimpeira
Calçados: Jorge Bischoff para Samuel Cirnansck
Clutchs: Daniela Motti
Cores: Nude, Pérolas, Preto, e Abalone
Ficha Técnica:
Direção Criativa: Samuel Cirnansck
Direção executiva: Artur Freitas
Direção Artística: Daniel Freitas
Estilo: Samuel Cirnansck, e Izabela Starling
Styling: Equipe Samuel Cirnansck
Cenografia: Paulo Borges, Artur Freitas e Célio Correia
Make-up & Hair: Celso Kamura
Trilha sonora: Alex Palhano e Edu Corelli
Assessoria de Imprensa: Ímpari























Neon   


Neon Verão 2012/13

Por Dudu Bertholini & Rita Comparato
Picnic da Neon
Ciganas vaporosas, mulheres masculinas & Étnicas Dramáticas se misturando em um picnic no parque.
Lenços, Pareôs e Amarrações, sempre presentes no trabalho da neon, mesclam etnias. Um desfile emocional e verdadeiro, que reflete toda trajetória da marca.
Matérias – Primas: Linho, Tricoline, Gaze de algodão & Brim, Cetim & Musseline, Lycra, Metal &Tricot Manual.
Os foiles metálicos da CROWN DO BRASIL brilham no desfile, em sua segunda parceria com a Neon. Dessa
Vez os folies aparecem plissados, e também aplicados sobre Brim & linho.
Cartela de Cores:  Pastel – Manteiga, Verde Água, Rosa Bebê, Azul Céu & Amarelinho, Naturais – Branco, Terrosos, Vermelho, & Roxo, Metalizados – Cobre Metálico, Dourado, Prata & Coloridos.
Estampas: As estampas Origami e Lenços são resultado da parceria entre o artista Yassin Lahmar e o diretor de arte Kleber Matheus. Em Origami dobraduras de lenços formam baianas, corujas &Frutas, entre outros elementos. Na estampa lenços, os próprios se amarram formando a palavra Neon.
Na estampa Redes, que ilustra também o convite do desfile, vários moças charmosas balançam preguiçosamente. A arte  é de Eduardo Inagaki.
A estampa Bananas leva a assinatura da artista Camila Levy. O desenho original das bandanas  foi customizado com elementos do fundo do mar. O desenvolvimento da estampa é de Kalimo.
As estampas do desfile foram produzidos pela Salete, que esmera sua qualidade a cada coleção.
Lenços: SCARF.ME é a marca de lenços novidadeem todo o Brasil, que lançou com a Neon estampas exclusivas. No desfile os lenços se transformaram-se em roupas.
Beachwear
Em mais uma parceria de sucesso, a Lygia & Nanny assina uma dramáticalinha de Maiôs e biquínis, como modelagens ousadas e recortes vertiginosos. Dessa vez a Neon incorporou modelos da coleção Lygia e Nanny Verão 12/23 ao desfile.
Matais: O designer Hector Albetazzi assina toda a linha de metais do desfile. A marca própria do designer não para de crescer em todo o Brasil. Nessa linha de metais etnias se mesclam, sendo o cobre metálico o tom destaque . Hector é parceiro de longa data da Neon e mais uma vês empresta sua excelência ao desfile.
Sapatos: Foram três anos de parceria até que a Mr.Cat & Neon chegassem a seu sexto desfile juntos. Nessa estação os espadrilhos naturais misturam despojamento & sofisticação, dando o tom da Coleção. As sandálias lenço traduzem nos pés a ideia de lenços e amarrações que permeiam todo o desfile.





    





























Jefferson Kulig  


 O mais minimalista e tecnológico dos estilistas a desfilar no SPFW. Assimetrias e sobreposições são traços tão caracteristicos de Kulig quanto seus sapatos-invisíveis de neopreone. Todos os looks parecem do avesso, verdadeiros experimentos ainda sem finalização saídos do laboratório do estilista. Tops, saias e vestidos carregam sobras dos tecidos a serem aparadas. Ele usou o tecido de tela e o rosa pink como recurso para tirar a rigidez científica das roupas. E acertou menos nos vestidos e mais nas calças secas usadas com tops elaborados.




























































ELLUS  



 A maior marca de jeanswear do SPFW traz sofisticado mergulho noturno, vai ao fundo do mar  para tirar inspirações para a coleção que une dois temas favoritos da temporada, esporte + noite. O primeiro look é branco cristalino e, mostra que a marca aposta em peças ícones da estação como a calça curta e soltinha, o colete “fralda” (curto na frente e comprido atrás), a transparência e o sapato pesado com salto torto de metal. Ao longo da apresentação as roupas vão escurecendo, se concentrando no azul marinho. A riqueza de tecidos renova vestidos preciosos, shortinhos e sainhas acima do joelho. Sobreposição de pequenas peças e foco na cintura (marcada e no lugar) faz a Ellus se reinventar para continuar a mesma.






































Fernanda Yamamoto  




Fernanda Yamamoto

Verão 2013

Obras de dois artistas  da arte e da arquitetura – hélio Oiticica e Luis Barragán – Inspiraram Fernada Yamamoto  para a criação do verão 2013. Enaltecendo a simplicidade espacial ente formas geométricas e dobraduras, as cores são protagonistas em um jogo de misturas e efeitos.

Do amplo trabalhos de Oiticica, Fernanda expressou os “Metaesquemas”, a “Maquette para relevo” e as instalações, como o “Magic Square”.

Blocos geométricos, semelhantes aos presentes nas obras, tanto de Hélio Oiticica, como de Barragán, são ilustrações em jacquards numa representação de profundidade. O resultado sugere o movimento das figuras que , ao invés de seguirem um padrão previsível, trazem novas perspectivas, ângulos e sombras.
Cada  peça é uma arquitetura particular, um projeto minuciosamente confeccionado. Entre Shorts, saias, vestidos e blusas, a composição é moduladapor texturas, materiais e contrastes, como o brilho e o opaco, as cores chapadas e as expressões dos tons mais fortes. Na cartela, rosas, roxos, azul Royal, amarelo, cinzas, laranja, nude e lilás.
Assim como a riqueza nos ambientes de Luiz Barragán e no espírito lúdico das instalações de Oiticica, o verão 2013 de Fernanda Yamamoto também permite silhuetas, ora secas e curtas, ora oversized, transpostas em cerca de 12 tecidos naturais e sintéticos diferentes, como lules, algodão, organza plastificada, tricoline maquinetada e dois padrões de jacquard.
As parcerias seguem nesta temporada – A Renauxview no desenvolvimento dos jacquards exclusivos, a Lunelli com a malharia, os sapatos da Masqué, com tecidos da coleção, os acessórios da designer Rosely Kasumi, a qual, desta vez, projetou colares em acrílico nas mesmas cores da cartela da estilista, e a Triumph by Ivete Sangalo. 




























  Juliana Jabour 


verão 2013 de  Juliana Jabour, abriu o seu desfile  microssaia leve de camadas de crepe e colete quadrado em tons de branco, tecidos variados como o lurex holográfico, metalizado estruturado. Ombreiras aerodinâmicas valorizam os ombros e atualizam a inspiração na década de 1970, e silhueta girlie, desfile cool.
























































  Movimento 











































































Fotos: Oziel Costa , Eliete Ly e Fotolog